Projeto MinhaSaúdeDigital é aprovado na Capes

Projeto MinhaSaúdeDigital é aprovado na Capes

Para enfrentar a ameaça invisível do coronavírus, mais do que nunca, a informação na saúde é urgente e necessária para que vidas continuem sendo salvas. E com o propósito de minimizar os impactos causados pela pandemia, um grupo de profissionais e pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, participantes de várias instituições na área de tecnologia e saúde como médicos, biomédicos, enfermeiros, virologistas, epidemiologistas, infectologistas se uniram com o objetivo de articular um projeto de pesquisa para o edital nº 12/2020 – TELEMEDICINA E ANÁLISE DE DADOS MÉDICOS; da CAPES que é um órgão de fomento nacional; focado em ajudar a resolver os problemas reais e recorrentes de interoperabilidade, intercâmbio de informações, éticas, legais e técnicas entre as instituições de saúde.

Uma ideia tão necessária e emergencial que nos perguntamos por que não fizemos isso antes? A pandemia nos ajudou a dar celeridade e urgência para este assunto. Em pouco tempo, convergindo colaboração humana e tecnologia, o projeto “MinhaSaúdeDigital: Modelo Inteligente de Blockchain para Informações de Saúde e Interação com Pacientes no âmbito da COVID-19” foi idealizado, estruturado e aprovado no dia 25 de junho pela CAPES, sob coordenação do Prof. Cristiano André da Costa da Unisinos. Um modelo distribuído de interoperabilidade do prontuário eletrônico do paciente (PEP) baseado em Blockchain para monitoramento, rastreabilidade e apoio à gestão da COVID-19 entre as várias instituições de saúde forma ágil, transparente e segura. A tecnologia Blockchain é a digitalização da confiança dos dados sensíveis dos pacientes, preservando as relações éticas, sustentáveis e perenes é o que está no coração desta transformação. Sem confiança, não se pode criar valor.

Isso só foi possível porque a empatia, o senso de urgência, protagonismo, ação e cooperação se fizeram presentes. Quem diria que seria possível apresentar um projeto com essa relevância em tempo de pandemia? Talvez, em tempos normais, a articulação dessa rede de forma virtual e tão rápida não seria possível. O engajamento e a cooperação do grupo surpreendeu a todos envolvidos, que se dedicaram de forma incansável, mesmo em domingos e feriados. Para a Profa. Sandra Marlene Heck uma das pesquisadoras e idealizadoras do projeto , “nós não temos a chance de parar a exponencialidade da tecnologia, mas podemos sim fazer uso delas e construir equipes com diferentes saberes que acreditam no mesmo propósito para gerar impacto positivo na sociedade”. Como disse Paulo Spencer Uebel Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia “a tecnologia não vai mudar o mundo, mas ela ajuda as pessoas que querem mudar o mundo.”

O projeto “MinhaSaúdeDigital” envolve uma rede de hospitais e operadoras de saúde, públicos e privados do RS para construir e escalar novos modelos de interoperabilidade, que utiliza arquétipos clínicos de padrão aberto (OpenEHR) para registrar de forma segura a jornada do paciente que circula entre os hospitais, por exemplo, ao invés de instâncias totalmente isoladas como é hoje. Mais do que nunca o paciente deseja e quer ser empoderado dos seus próprios dados para facilitar a gestão do seu bem-estar pessoal. “O paciente não é só paciente, ele é o amor da vida de alguém.” afirma Sandra. O projeto permeia um eixo comum de interesses pessoais, profissionais, técnicos e de pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento; rompe algumas barreiras de inovação, velocidade e colaboração no desenvolvimento científico e tecnológico desse campo ainda pouco abordado no Brasil, e poderá servir de base para avançar na implementação de outros protótipos e soluções.  

Nós, enquanto iCoLab – Instituto Colaborativo de Blockchain, um hub colaborativo, representados por sua diretora-presidente Sandra Marlene Heck e a Unisinos – Universidade do Vale do Rio dos Sinos representada pelo coordenador do SOFTWARELAB – Núcleo de Excelência em Inovação de Software Cristiano André da Costa, estivemos ao lado dessas instituições da saúde, públicas e privadas como co-participantes, articuladores e apoiadores:

Hospital de Clínicas de Porto Alegre – HCPA, Hospital Universitário de Santa Maria – HUSM, Hospital Ernesto Dornelles – HED, Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre – ISCMPA, Hospital Moinhos de Vento – HMV, Grupo Hospitalar Conceição – GHC e Unimed Central de Serviços RS. 

Todos unidos com o propósito de transformar a saúde digital. Afinal, a saúde está em primeiro lugar!

Ficou curioso para saber mais?

Acesse o link do projeto: https://bit.ly/ProjetoMinhaSaúdeDigital

https://etherscan.io/tx/0x88a7a786b2fbe51311584a13729a851c379540f80c01ea9f90fefb0706b95d51
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